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O pequeno P muito urbano


135889L.jpgActualmente, circular com um veículo amigo do ambiente nas zonas urbanas, poderá ser uma postura de respeito para com o próximo e a Scania, com o seu pequeno e renovado P, demonstra esta atitude.
A liberdade de acção dos veículos mais poluentes fica cada vez mais restrita, não só nos centros das cidades, mas também nos seus arredores, sem contar com as penalizações impostas a veículos mais poluentes na circulação em determinadas auto-estradas.
A marca sueca, está empenhada em oferecer aos seus clientes uma vasta gama de camiões equipados com motorizações que cumpram as restritivas normas Euro5 e EEV, sem ter que recorrer à utilização de aditivos.
O P230 (P230 DB 4x2 MLB - definição completa) com cabina Day, que tivemos a possibilidade de testar, espelha perfeitamente a tendência e preocupação da marca.
A Scania tem à disposição dos seus clientes uma vasta gama de veículos e o P230 com tecnologia Euro5 que tivemos a possibilidade de testar, enquadra-se perfeitamente para executar a tarefa da distribuição urbana e extra-urbana. Factor ambiental, economia, conforto e segurança para o motorista (como também para o seu passageiro), são pontos de maior preocupação para a casa sueca.

Cabina
07150-015l.jpgSegurança, ergonomia e espaço no interior da cabina, são marcos de grande atenção, motivo pelo qual foram optimizados até ao mais pequeno pormenor.
Para oferecer o melhor conforto aos seus ocupantes, a cabina é apoiada numa suspensão de ar sobre 4 pontos.
Característica da Scania é o seu tablier em forma envolvente no lugar de condução, com simbologias fáceis e de simples intuição. Os comandos ergonomicamente colocados proporcionam um acesso rápido e confortável, evitando que o motorista tenha que se debruçar para os poder atingir, deixando de haver factores de distracção, potenciais causadores de acidentes rodoviários.
No lado direito do tablier, um grande monitor permite ao motorista a gestão do rádio, telefone, computador de bordo, sistema de navegação (GPS), entre outras funções.
O volante oferece ainda mais conforto através da inclinação e do ajuste em altura, sendo nele ainda colocados uma grande quantidade de comandos.
O sistema de aquecimento e a ventilação são extremamente potentes e eficazes e graças ao excelente isolamento térmico da cabina, o conforto em situações térmicas de extrema dureza (calor e frio) é excelente.

Motor
Preocupada com a salvaguarda do ambiente e com a economia, a Scania equipou este veículo com o seu novo propulsor de 9,3 litros com 230 CV/169 kW de potência a 1.900 rpm e um binário de 1.050 Nm (entre 1.000 e 1.500 rpm). Este motor DC9 de 5 cilindros que utiliza a tecnologia EGR (Exhaust Gas Recirculation), consegue respeitar a norma anti-poluição Euro5, graças ao seu
07600-034l.jpgnovo sistema de injecção Scania XPI de extra alta pressão, arrefecimento dos gases, turbo compressor de geometria variável Scania VGT e filtro de partículas.
A poluição acústica é também tomada em conta e este modelo mostra-se bastante silencioso, considerando que o motor tem um nível de ruído de apenas 80 dBA.

Injecção
O novo sistema de injecção Scania XPI permite obter uma elevadíssima pressão de injecção, o que reduz a formação das partículas (PM) já a partir do momento da combustão, eliminando a necessidade de tratamentos posteriores. As elevadas pressões de injecção estão sempre disponíveis, independentemente da velocidade do motor. A pressão de exercício é controlada pela quantidade de combustível admitido pela válvula de dosagem e varia de uma pressão mínima de cerca 500 bar, até picos de 2.400 bar, sendo cerca de 1.800 bar a pressão média de exercício. O controlo do sistema de injecção é completamente electrónico e o combustível está constantemente sob elevada pressão, permitindo que este seja injectado em qualquer momento, independentemente da posição do veio de excêntricos. Com este sistema de injecção controlado electronicamente é possível efectuar injecções múltiplas, ou seja, uma pequena quantidade de combustível (injecção piloto) pode ser injectada pouco antes da injecção principal, para reduzir a rumorosidade e preparar a câmara de combustão a emissões inferiores. Outra pequena injecção é efectuada pouco depois da injecção principal, desta vez para reduzir a fumaça e o NOx. Pode também ser utilizada para controlar a temperatura dos gases de escape em função de futuros sistemas de pós tratamento.

O sistema Scania EGR
com arrefecimento de duas fases

135889l1.jpgA mistura dos gases de escape arrefecidos com o ar de aspiração reduzem a taxa de oxigénio, o que determina um abaixamento da temperatura de combustão, que por sua vez, reduz a formação de óxido de azoto (NOx) já durante a combustão. No motor é montado um conversor de calor EGR arrefecido a água e de alta capacidade. Os gases que chegam do colector de escape são arrefecidos e enviados ao lado da aspiração para uma segunda fase de arrefecimento. A quantidade de gases de escape recirculantes durante a fase de aspiração é controlada electronicamente pela válvula EGR e através da variação da geometria do turbo compressor. A segunda fase é constituída por um radiador arrefecido a ar colocado no lado superior do intercooler. Uma válvula de by-pass regula o fluxo através do segundo conversor de calor EGR. Algumas destas partes foram desenvolvidas e registadas pela Scania.

Scania VGT - Turbo compressor de geometria variável
O fluxo dos gases no turbo compressor de geometria variável são controlados pela anilha deslocável, que por sua vez é controlado por um agente eléctrico. Isto permite um controlo preciso seja do ar de supra-alimentação ao motor, como também do fluxo dos gases de escape em recirculação. O fluxo do ar em entrada pode ser optimizado em todo o leque de rotações do motor, isto significa que o VGT pode ser utilizado para melhorar a resposta do motor e o binário a baixas velocidades. Ideal para o serviço de distribuição em áreas urbanas e extra-urbanas.
O VGT é também utilizado para acelerar as mudanças das relações com o Scania Opticruise, mantendo a velocidade da turbina durante a fase das mudanças das relações.

Caixa e novo Scania Opticruise
O nosso veículo de teste era equipado com uma caixa GRS895 automatizada, controlada pelo novo Scania Opticruise, cujo comando está colocado no lado direito da coluna da direcção. O comando tem: um selector de três posições (R, N e D); o interruptor para a selecção do modo automático o manual; o selector de velocidades sequencial, para a utilização em modo manual.
O novo Scania Opticruise é um valioso sistema que proporciona uma ligação electrónica integrada entre muitas funções relativas ao motor, caixa de velocidades, travão de escape, travões de serviço e suspensão, proporcionando ao motorista um melhor controlo sobre elas. Permite que, em modo automático, a selecção da mudança seja completamente automática, enquanto que em modo manual, o motorista pode decidir quando e qual mudança quer engrenar. O modo automático é muito valioso para o motorista, permitindo-lhe uma maior concentração na condução e domínio do veículo. O novo Scania Opticruise sincroniza a velocidade do motor com a velocidade da caixa de velocidades na perfeição, permitindo uma mudança mais suave, clara e rápida, ajudando a melhorar os níveis de consumo de combustível.

Clutch Control System e Hill-Hold
A característica inédita, foi a ausência do pedal da embraiagem, uma verdadeira novidade no mundo Scania. O sistema de controlo da embraiagem é gerido por um controlador electro-hidraulico montado na caixa de velocidades.
Mesmo nas operações de aproximação aos cais, o Clutch Control System permite efectuar a operação com muita suavidade e segurança, sem sobresaltos.
Em caso que o Hill-Hold esteja activado, o arranque em subida é sempre seguro e confortável, desactivando os travões ligeiramente depois de ter largado o pedal do travão, dando o tempo necessário para o motorista carregar o pedal do acelerador e o carro não deslizar.

Sistema de travagem
Está equipado com travão de escape (muito potente e eficaz), travões-disco em todas as rodas controlados electronicamente por EBS.

Eixos e suspensões
As 19 toneladas de peso bruto eram suportadas por uma suspensão totalmente pneumática de dois foles por cada eixo, o que garantia uma condução suave e mais confortável.
O eixo dianteiro suportava 7,5 t, enquanto o traseiro Scania R660 de redução simples suportava 11,5 t.
A distância entre eixos era de 4.900 mm.

Conclusão
135878L1.jpgDas instalações da Scania em Santa Iria de Azóia, foi escolhido o percurso em direcção norte, até Santarém. A viagem foi efectuada pela auto-estrada. Daí percorremos vários quilómetros em percursos de ligação entre Santarém e várias zonas urbanas limítrofes, terminando o nosso circuito na cidade escalabitana, repleta de subidas e descidas.
As ruas estreitas, o intenso e confuso trânsito típico das cidades pequenas não criaram nenhuma dificuldade na condução, graças à distância entre eixo bastante curta do nosso P230.
Devido à sua configuração pseudo-montanhosa com percurso de pára-arranca e manobras em ruas com inclinações muito acentuadas, esta cidade tornou-se extremamente interessante para poder testar as reacções e o funcionamento do Hill-Hold, do travão de escape com comando no pavimento ao lado da coluna de direcção, do Clutch Control System e do novo Scania Opticruise.
A grande novidade do Clutch Control System (ausência de pedal de embraiagem) em conjunto com o Hill-Hold permitiram efectuar manobras, que normalmente resultam ser mais críticas, com extraordinária facilidade. O arranque lento para a aproximação a cais era muito suave e preciso, sem solavancos.
A caixa demonstrou ser realmente rápida e não apresentou perdas de força durante as passagens de relação, mesmo em fase de arranque em zonas de subida.
A resposta do pequeno DC9, com apenas 230 CV, foi excelente e o binário sempre proporcionado, muito elástico e suficiente para o seu serviço, mesmo num meio urbano como este. Também no troço auto-estradal, nas vias rápidas e nas estradas nacionais, mostrou ser muito equilibrado.
Nas descidas, ao accionar o comando do travão de escape, o Opticruise encarregava-se em baixar de imediato uma mudança, de modo a fornecer o maior poder de travagem, cujo resultado mostrou ser muito satisfatório.
A direcção muito suave permitiu manobras sem esforço e precisas.
O conforto proporcionado pelo acesso fácil ao interior da cabina, a isolação térmica e acústica, a minimização dos solavancos graças aos quatro pontos de apoio pneumáticos da cabina e a ergonomia do lugar de condução, revelaram-se pontos de merecedores de destaque.
O grande pára-brisas e o completo sistema de espelhos, permitem uma visibilidade para o exterior muitíssimo boa, garantindo assim uma condução confortável e segura.
A impressão que tivemos, ao longo de cerca de 163 quilómetros percorridos, foi óptima. O consumo médio que obtivemos, considerando que cerca de 70% dos quilómetros percorridos desenvolviam-se em estradas nacionais, comunais extra-urbanas e urbanas muito sinuosas, foi de 21,97 litros.

 

 

 

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